Gosto de o descrever como um texto económicofilosófico elaborado realmente por mim, na íntegra, nada de plágios.
Espero que apreciem.
Abraço deste que vos aprecia, nem que seja só por estarem a visitar este blog.
Será a AUSTERIDADE
o caminho a seguir?
A grande questão que coloco é se
“Será a austeridade o caminho a seguir?’’, uma questão muito em voga nos dias
de hoje, onde a crise é o principal assunto.
Para começar, é necessário explicar em que consiste a austeridade, o grande problema abordado. A austeridade consiste em rigor no controlo de gastos. Uma política de austeridade é requerida quando o nível do défice público é considerado insustentável e é implementada através do corte de despesas, como se terem verificado, por exemplo, em países como Portugal e a Grécia.
Confesso desde já que, na minha
opinião, estas políticas, quando planeadas e executadas com a radicalidade que
se tem verificado nos últimos tempos estão deveras erradas, pois defendo que
nos podem levar a consequências cataclísmicas.
Medidas como as que têm sido
adotadas nos países em dificuldades da União Europeia como Portugal e Grécia a
mando de instituições e pessoas consideradas “superiores” podem levar a uma
situação ainda mais catastrófica do que a dos tempos pelos quais estamos a
atravessar, sobre a qual vamos recebendo sinais de estarmos caminhando a passos
largos para a mesma, pois, depois de perfilhadas tais medidas implacáveis e
intransigentes, verificámos que os objetivos delineados pelos responsáveis pelo
planeamento de tal política têm fracassado, aumentando consequentemente a
situação de crise nos locais mais afetados.
Por exemplo, mesmo o próprio FMI
admite que a austeridade, visando o ajustamento das contas públicas, não surtiu
o efeito desejado.
A contração do consumo foi tão
acentuada que houve uma diminuição da receita fiscal e uma acentuada contração
da actividade económica e, no entendimento do nosso Governo a solução passa por
novas medidas de austeridade iniciando assim o processo cíclico que ainda hoje
decorre: medidas de austeridade, resultados aquém do que era esperado, anúncio
de novas medidas de austeridade.
Em relação à retração do consumo, tenho uma explicação bastante simples e explícita, à qual pode ser atribuído o nome da “Teoria das batatas fritas”. A referida “Teoria das batatas fritas” consiste numa pequena parábola, na qual tudo se resume numa mera ida às compras onde um filho pede a uma mãe um pacote de batatas fritas, para o lanche. A mãe, seduzida pelo filho a adquirir o produto, resolve comprar as batatas mas, quando ambos chegam juntos às batatas, deparam-se com o preço das batatas significativamente mais alto após uma subida da taxa normal de IVA de 6 para 23%. O aumento, era, por exemplo, de cerca de 1,10 para 1,72€. Perante tal cenário, mãe e filho decidiram não comprar as correspondentes batatas fritas, pois, concluíram muito rapidamente sem qualquer dificuldade que o aumento tornava um preço resultante absurdo para umas meras batatas fritas.
Contudo, se o preço tivesse diminuído de 1,10 para 0,99/1€, em vez de uma embalagem, mãe e filho levavam, muito provável e inconscientemente, duas embalagens.
Ora, com isto observámos que com o aumento do IVA (devido às políticas de austeridade), existe uma retração do consumo e que quem beneficiaria com a receita dos impostos (o Estado), neste caso concreto, não só não ganhou dinheiro nenhum, referente ao IVA correspondente às batatas como poderia ter lucrado o dobro de uma taxa de IVA mais baixa, o que levaria a uma maior receita fiscal.
Em relação à retração do consumo, tenho uma explicação bastante simples e explícita, à qual pode ser atribuído o nome da “Teoria das batatas fritas”. A referida “Teoria das batatas fritas” consiste numa pequena parábola, na qual tudo se resume numa mera ida às compras onde um filho pede a uma mãe um pacote de batatas fritas, para o lanche. A mãe, seduzida pelo filho a adquirir o produto, resolve comprar as batatas mas, quando ambos chegam juntos às batatas, deparam-se com o preço das batatas significativamente mais alto após uma subida da taxa normal de IVA de 6 para 23%. O aumento, era, por exemplo, de cerca de 1,10 para 1,72€. Perante tal cenário, mãe e filho decidiram não comprar as correspondentes batatas fritas, pois, concluíram muito rapidamente sem qualquer dificuldade que o aumento tornava um preço resultante absurdo para umas meras batatas fritas.
Contudo, se o preço tivesse diminuído de 1,10 para 0,99/1€, em vez de uma embalagem, mãe e filho levavam, muito provável e inconscientemente, duas embalagens.
Ora, com isto observámos que com o aumento do IVA (devido às políticas de austeridade), existe uma retração do consumo e que quem beneficiaria com a receita dos impostos (o Estado), neste caso concreto, não só não ganhou dinheiro nenhum, referente ao IVA correspondente às batatas como poderia ter lucrado o dobro de uma taxa de IVA mais baixa, o que levaria a uma maior receita fiscal.
Sendo assim, os riscos vão ser
alarmantes:
- A classe média estará condenada ao desaparecimento;
- A emigração de jovens será massiva;
- O colapso das redes formais de proteção social será inevitável e as pessoas apenas lutarão pela sua própria sobrevivência.
- A classe média estará condenada ao desaparecimento;
- A emigração de jovens será massiva;
- O colapso das redes formais de proteção social será inevitável e as pessoas apenas lutarão pela sua própria sobrevivência.
Os advogados da austeridade que prevêem que os cortes da despesa trarão receitas rápidas, na forma de uma confiança crescente e que terão pouco, ou até nenhum, efeito adverso no crescimento e no emprego estão completamente errados. Em muitos países da Europa, os preços dos bens de primeira necessidade estão a aumentar, assim como o desemprego. Assiste-se à erosão das condições de trabalho, ao aumento do sentimento de insegurança e da violência.
Com estas políticas agressivas a
serem tomadas como o constante aumento dos impostos sem que haja o equilíbrio
com medidas de crescimento, como já foi referido, há uma consequente retração
do consumo e aumento do desemprego que contraria o ciclo básico do efeito do
consumo na atividade económica, que defende que o aumento do Consumo, potencia
a Procura que faz com que haja uma maior necessidade de Produção que resulta
num aumento do Emprego que consequentemente, vai aumentar o Rendimento que vai
originar um aumento do Consumo que faz com que haja um correto funcionamento
deste ciclo que origina o Crescimento da Atividade Económica.
Ora, o resultado das políticas de austeridade tem sido precisamente o oposto originando uma Diminuição da Atividade Económica pois, contrariamente ao ciclo que exemplifica o Crescimento da Atividade Económica, a retração do Consumo ocasiona uma diminuição da Procura, que retrai a Produção e aumenta o Desemprego que resulta numa diminuição do Rendimento que concludentemente provoca de novo uma retração do consumo, que suscita portanto a Diminuição da Atividade Económica.
Ora, o resultado das políticas de austeridade tem sido precisamente o oposto originando uma Diminuição da Atividade Económica pois, contrariamente ao ciclo que exemplifica o Crescimento da Atividade Económica, a retração do Consumo ocasiona uma diminuição da Procura, que retrai a Produção e aumenta o Desemprego que resulta numa diminuição do Rendimento que concludentemente provoca de novo uma retração do consumo, que suscita portanto a Diminuição da Atividade Económica.
Posto tudo isto, será que fará
sentido continuar sempre a “bater na mesma tecla”? Não será tudo isto um erro
dos “entendidos”, bem claro até para o mais comum indivíduo não possuidor de
grandes estudos? Irão persistir no erro até ao mais inesperado e desastroso
fim?
Só nos resta esperar para ver e lutar sempre pelo nosso bem de modo a não nos deixarmos cair na total ruína e na profunda miséria.
Só nos resta esperar para ver e lutar sempre pelo nosso bem de modo a não nos deixarmos cair na total ruína e na profunda miséria.
Diogo Silva, Nº5, 10 E1
Sabes que eu não escrevo tão bem como tu e pra escrever este comentario tou a precisar do dicionário para dar os menos erros possíveis mas só te quero dizer que força com isto e que mesmo sem preceber nada dos temas que tratas da autentico gosto ler aquilo que escreves. Muita sorte
ResponderEliminarUm grande abraço e um conselho: muda o teu nick tira muita seriedade ao blog :)
Muito Obrigado Andres, não imaginas como fico feliz com este teu comentário.
ResponderEliminarQuanto ao nick, tratarei disso mas o que uso, pode-se dizer, em tom humorístico, Serve também para criar um antagonismo entre a seriedade dos textos e a pessoa divertida, extrovertida e bem-humorada que sou. Mas reverei o nick pois acho que de facto não está bem, de facto.
Mais uma vez, o meu enorme obrigado pelo teu apoio. Um grande abraço. :)
Parabéns, Diogo, pelos teus escritos!
ResponderEliminarFeliz Natal e um excelente 2014!
bj