sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Será a AUSTERIDADE o caminho a seguir?

Elaborei este texto argumentativo no âmbito da disciplina de Filosofia e achei que era interessante para partilhar para todo o Mundo através do meu Blog.
Gosto de o descrever como um texto económicofilosófico elaborado realmente por mim, na íntegra, nada de plágios.
Espero que apreciem.
Abraço deste que vos aprecia, nem que seja só por estarem a visitar este blog.


Será a AUSTERIDADE o caminho a seguir?
            A grande questão que coloco é se “Será a austeridade o caminho a seguir?’’, uma questão muito em voga nos dias de hoje, onde a crise é o principal assunto.
           
            Para começar, é necessário explicar em que consiste a austeridade, o grande problema abordado. A austeridade consiste em rigor no controlo de gastos. Uma política de austeridade é requerida quando o nível do défice público é considerado insustentável e é implementada através do corte de despesas, como se terem verificado, por exemplo, em países como Portugal e a Grécia.
            
            Confesso desde já que, na minha opinião, estas políticas, quando planeadas e executadas com a radicalidade que se tem verificado nos últimos tempos estão deveras erradas, pois defendo que nos podem levar a consequências cataclísmicas.
            
            Medidas como as que têm sido adotadas nos países em dificuldades da União Europeia como Portugal e Grécia a mando de instituições e pessoas consideradas “superiores” podem levar a uma situação ainda mais catastrófica do que a dos tempos pelos quais estamos a atravessar, sobre a qual vamos recebendo sinais de estarmos caminhando a passos largos para a mesma, pois, depois de perfilhadas tais medidas implacáveis e intransigentes, verificámos que os objetivos delineados pelos responsáveis pelo planeamento de tal política têm fracassado, aumentando consequentemente a situação de crise nos locais mais afetados.
            
            Por exemplo, mesmo o próprio FMI admite que a austeridade, visando o ajustamento das contas públicas, não surtiu o efeito desejado.
            
            A contração do consumo foi tão acentuada que houve uma diminuição da receita fiscal e uma acentuada contração da actividade económica e, no entendimento do nosso Governo a solução passa por novas medidas de austeridade iniciando assim o processo cíclico que ainda hoje decorre: medidas de austeridade, resultados aquém do que era esperado, anúncio de novas medidas de austeridade.
            Em relação à retração do consumo, tenho uma explicação bastante simples e explícita, à qual pode ser atribuído o nome da “Teoria das batatas fritas”. A referida “Teoria das batatas fritas” consiste numa pequena parábola, na qual tudo se resume numa mera ida às compras onde um filho pede a uma mãe um pacote de batatas fritas, para o lanche. A mãe, seduzida pelo filho a adquirir o produto, resolve comprar as batatas mas, quando ambos chegam juntos às batatas, deparam-se com o preço das batatas significativamente mais alto após uma subida da taxa normal de IVA de 6 para 23%. O aumento, era, por exemplo, de cerca de 1,10 para 1,72€. Perante tal cenário, mãe e filho decidiram não comprar as correspondentes batatas fritas, pois, concluíram muito rapidamente sem qualquer dificuldade que o aumento tornava um preço resultante absurdo para umas meras batatas fritas.
            Contudo, se o preço tivesse diminuído de 1,10 para 0,99/1€, em vez de uma embalagem, mãe e filho levavam, muito provável e inconscientemente, duas embalagens.
            Ora, com isto observámos que com o aumento do IVA (devido às políticas de austeridade), existe uma retração do consumo e que quem beneficiaria com a receita dos impostos (o Estado), neste caso concreto, não só não ganhou dinheiro nenhum, referente ao IVA correspondente às batatas como poderia ter lucrado o dobro de uma taxa de IVA mais baixa, o que levaria a uma maior receita fiscal.

            Sendo assim, os riscos vão ser alarmantes:
                        - A classe média estará condenada ao desaparecimento;
                        - A emigração de jovens será massiva;
                        - O colapso das redes formais de proteção social será inevitável e as pessoas apenas lutarão pela sua própria sobrevivência.
           
            Os advogados da austeridade que prevêem que os cortes da despesa trarão receitas rápidas, na forma de uma confiança crescente e que terão pouco, ou até nenhum, efeito adverso no crescimento e no emprego estão completamente errados.   Em muitos países da Europa, os preços dos bens de primeira necessidade estão a aumentar, assim como o desemprego. Assiste-se à erosão das condições de trabalho, ao aumento do sentimento de insegurança e da violência.
            
            Com estas políticas agressivas a serem tomadas como o constante aumento dos impostos sem que haja o equilíbrio com medidas de crescimento, como já foi referido, há uma consequente retração do consumo e aumento do desemprego que contraria o ciclo básico do efeito do consumo na atividade económica, que defende que o aumento do Consumo, potencia a Procura que faz com que haja uma maior necessidade de Produção que resulta num aumento do Emprego que consequentemente, vai aumentar o Rendimento que vai originar um aumento do Consumo que faz com que haja um correto funcionamento deste ciclo que origina o Crescimento da Atividade Económica.
            Ora, o resultado das políticas de austeridade tem sido precisamente o oposto originando uma Diminuição da Atividade Económica pois, contrariamente ao ciclo que exemplifica o Crescimento da Atividade Económica, a retração do Consumo ocasiona uma diminuição da Procura, que retrai a Produção e aumenta o Desemprego que resulta numa diminuição do Rendimento que concludentemente provoca de novo uma retração do consumo, que suscita portanto a Diminuição da Atividade Económica.
            
            Posto tudo isto, será que fará sentido continuar sempre a “bater na mesma tecla”? Não será tudo isto um erro dos “entendidos”, bem claro até para o mais comum indivíduo não possuidor de grandes estudos? Irão persistir no erro até ao mais inesperado e desastroso fim?
            Só nos resta esperar para ver e lutar sempre pelo nosso bem de modo a não nos deixarmos cair na total ruína e na profunda miséria.
            
           Diogo Silva, Nº5, 10 E1


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Meu twitter -» https://twitter.com/albatrozroxo

Ponho término às publicações de hoje, com o fornecimento/divulgação da minha conta twitter, o meu espaço para escrever umas coisas um tanto ou quanto parvas ou não.

https://twitter.com/albatrozroxo

Pronto, está aqui. Já estou mais feliz, espero que partilhem qualquer tipo de felicidade também ao ver tais parvoíces.

P.S.: Estranho é escrever para uns supostos ''vocês'' quando sei que ninguém consulta este blog. Sendo assim, abreijos para os que consultam e para os que não consultam este blog, pois quero crer que hão-de consultá-lo um dia.

Saudações

O Riso de Henri Bergson

Será uma prenda de Natal ou não, mas a certeza é de que o adquirirei de qualquer forma.
Se alguém possuir informações e as quiser partilhar com a minha pessoa e com o resto dos indivíduos que visualizarem o meu blog (que ainda são poucos), faça o favor. Fico extremamente agradecido.


O Riso de Henri Bergson - http://www.wook.pt/ficha/o-riso/a/id/94413A série de artigos de «Le rire» [1900], foi reunida por Henri Bergson em livro, abrangendo um ensaio sobre o significado do cómico. Edição revista e ampliada, com tradução de Guilherme de Castilho Henri Bergson [1859 - 1941] representa um dos filósofos franceses cujo pensamento e obra permanecem de entre os mais importantes da actualidade. Deixou-nos textos fundamentais como o «Ensaio sobre os dados imediatos da consciência», 1889, «Matéria e memória», 1896, «A Evolução criadora», 1907, ou «As Duas fontes da moral e da religião», 1932. De entre elas, «O Riso, ou Ensaio sobre o significado do cómico», surge como reunião de uma série de três artigos publicados em 1900 e no mesmo ano editados em livro: Do cómico em geral - O cómico das formas e o cómico dos movimentos - Força e expansão do cómico; O cómico de situação e o cómico da palavra; O cómico de carácter. A primeira edição portuguesa data de 1960, publicada nesta colecção de Filosofia & Ensaios, iniciativa que, desde a década de 50, tem vindo a proporcionar à sua leitura e reflexão, verdadeiros valores do pensamento filosófico de todos os tempos.

Deus existe? por Albert Einstein

A genialidade de Albert Einstein era algo único.
A genialidade é sempre única não fosse ela genialidade.

''Deus existe? por Albert Einstein

Este artigo se refere à um suposto debate entre Albert Einstein e um professor de uma Universidade de Berlim, onde Einstein nem foi aluno, mas sim professor por volta de 1914.

Ao ler esse artigo (na verdade o que vi foi um filme no YouTube), achei-o bastante interessante, mesmo não acreditando que tal idéia (bastante inocente, por sinal) houvesse partido de um físico tão importante para a humanidade como foi e ainda é Albert Einstein, porém, também não se pode esquecer que o grande cientísta era também um humanista judeu e acreditava sim em Deus.

Após receber o comentário do Everton sobre a originalidade desse artigo, achei melhor não retirá-lo, mas sim, deixar a seu critério acreditar se essa idéia partiu de Einstein ou não e se ela lhe serve de algum modo. A mim, o que vale aqui, não é a autoria do mesmo, mas sim seu conteúdo.

Editando novamente o texto, quero reafirmar que não conhecemos o verdadeiro autor do mesmo (já ficou claro, isso) e que nos disponibilizamos a dar os créditos à quem comprovar sua autoria. Não desejamos, em momento algum nos promover, mas sim trazer novamente à  tona a imagem do Deus do Bem e do Amor, independente de religião ou crença.

Alemanha
Inicio do século 20

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?”

Um aluno respondeu valentemente:
“Sim, Ele criou.”

“Deus criou tudo?”
Perguntou novamente o professor.
“Sim senhor”, respondeu o jovem.

O professor respondeu,
“Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse:
“Posso fazer uma pergunta, professor?”

“Lógico.” Foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
“Professor, o frio existe?”

“Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?”

O rapaz respondeu:
“De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor”

“E, existe a escuridão?”
Continuou o estudante.
O professor respondeu: “Existe.”

O estudante respondeu:
“Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz.
A luz pode-se estudar, a escuridão não!
Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas.
A escuridão não!
Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
“Senhor, o mal existe?”

O professor respondeu:
“Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.”

E o estudante respondeu:
“O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.
O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.
É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.”

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado…

Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?

E ele respondeu:
“ALBERT EINSTEIN.” "

Retirado de: 
http://www.evoluindo.org/espiritualidade/deus-existe

Vídeo promocional da Coca Cola que conta esta bela história: http://www.youtube.com/watch?v=VqgcrJs5cPE&playnext=1&list=PL1A1CE6C4F6B7EFE1&feature=results_main

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Um novo começo e uma experiência marcante


                Começo desejando o melhor a quem está a ler este texto.
             
                No dia de hoje, 20 de Novembro de 12, tomei a iniciativa de reabilitar o meu blogue há muito tempo criado com o desejo de me tornar agora um membro mais assíduo da blogosfera.             
                Tinha criado este blog por iniciativa própria, com a função de oferecer uma melhor explicação acerca da ‘’Desordem por Défice de Atenção com Hiperactividade (DDAH) ‘‘, com informações retiradas do site http://ddah.planetaclix.pt/ com vista a informar e ajudar pais, professores e portadores de tal doença (porque sim, é uma doença!) para uma melhor colaboração entre as partes envolvidas que mais convivem com tal problemática.
                

               Agora, torno a usar o meu blog, não só para esses fins, mas sim para ter o meu ''canto'', partilhando de tudo um pouco dos meus mais variados e transversais interesses, esperando que todos os que me visitem neste espaço, contribuam para que tais interesses cresçam pois ambiciono cada vez adquirir mais e mais conhecimentos pois acredito que tal sabedoria tornar-me-á num melhor ser humano, sobretudo na forma de encarar o mundo e viver o mesmo.
                

               A ideia de recriar o blogue passou a ação ao conhecer, numa dissecação do livro ‘Nos Destroços de um Naufrágio’’ (‘’http://www.goodreads.com/book/show/13629513-nos-destro-os-de-um-naufr-gio’’) (do fantástico jovem escritor João Moura) , realizada na Biblioteca Escolar da minha escola, Escola Secundária de Tomaz Pelayo em Santo Tirso,  o escritor João Moura e dois grandes amigos do mesmo que permanecem dos seus tempos de liceu. Simão Fonseca, proprietário do blog ‘’http://contraculturaaplicada.blogspot.pt/’’, onde disseca e faz críticas de literatura, música e cinema e Pedro Torrinha, Economista, que partilha o blog ‘’http://igiveyoumusicyougivemesex.blogspot.pt/’’ com João Moura, que é o portador do blog ‘’http://depoisdodiluvio.blogspot.pt/’’.                
               Fizeram com que eu visse num blog um espaço meu, de forma a partilhar interesses e/ou, eventualmente, algo escrito ou elaborado por mim.               
               Foi fantástico constatar a empatia entre ambas as gerações que, sentindo-se bastante próximas são ao mesmo tempo distantes visto que a segunda já tem o dobro da idade da primeira.

                Não me querendo prolongar mais, fica aqui marcado o momento, que espero que seja o início de muitos outros bons momentos.


P.S.: Gostava de referir que o novo nome do meu blog (‘’...reticências...’’) deriva de uma dedicatória escrita por João Moura num poema seu, lido por mim (‘’Ponto Final’’, in Nos Destroços de um Naufrágio) onde escreveu ‘’Obrigado pela leitura e que nunca faças da tua vida um ponto final, mas sim reticências…’’, frase que prometo utilizar como lema durante toda a minha vida.               
     Para terminar, queria apenas e só referir que quando o João Moura obtiver o enorme reconhecimento que merece, vou poder gabar-me de me ter endividado para comprar o seu primeiro livro.


 Santo Tirso, 20 de Novembro de 2012,

 Diogo Silva